Governo do Distrito Federal
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23/03/22 às 16h46 - Atualizado em 20/01/23 às 18h38

Emprego Verde se consolida como alternativa no mercado do DF

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O segmento cresceu 5,8% nos últimos 10 anos, o setor teve um incremento de R$ 404 milhões em rendimentos

 

Quando o assunto é emprego, o Distrito Federal segue no rumo certo, conforme indica o mais novo estudo realizado pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (ipe), o Mapa do Emprego Verde no DF, divulgado no Dia Mundial da Água (22/3).

 

São consideradas do segmento Emprego Verde as ocupações que produzam bens ou prestem serviços que beneficiam o meio ambiente e não agridam os recursos naturais.  E ainda aquele tipo de trabalho cujo processo de produção usa menos recursos naturais.

 

Em dez anos (entre 2009 a 2019), essa modalidade empregatícia teve um aumento de 5,8%, ao passar de aproximadamente 83 mil pessoas para 88 mil. O ensaio apresentado pela ipe buscou analisar a situação do mercado de trabalho ligado à economia verde e seu potencial crescimento na Capital Federal. Para isso, foi construído em quatro eixos: orientar que políticas públicas contribuam para a redução do desemprego, à qualidade de vida da população, do meio ambiente e o aumento da sustentabilidade econômica.

 

Durante a coleta dos dados, verificou-se que existe uma tendência entre os consumidores por mercadorias e serviços que configurem um consumo mais consciente, buscando produtos que menos impactam e promovam mais sustentabilidade. Essa demanda foi turbinada pela crise econômica e sanitária que fez com que a oferta de empregos neste segmento, ou seja, nos setores ligados à economia verde, fosse uma oportunidade para alavancar a economia local.

 

No DF, os empregos verdes são de predominância masculina e de pessoas identificadas como pretas ou partas, 62,7% e 63,7%, respectivamente. Quanto a escolaridade dos profissionais das classes verdes, 37% deles possuem nível superior completo ou pós-graduação, enquanto 41,6% tinha ensino médio completo.

 

Quando falamos de valores, ou seja, o rendimento médio desses trabalhadores, em 2019 os vínculos verdes somaram R$ 404 milhões. Entretanto, mensalmente, a renda era 14,8% menor (R$ 4.781 ao mês) que o valor médio registrado pela categoria de empregos não verdes (R$ 5.612).

 

A faixa etária de maior participação no mercado formal verde é maior entre jovens de 14 a 19 anos (18,6%) empregados como aprendizes, em função de escriturário, em segmentos de atividades associativas. Ao sair desse grupo, o emprego verde perde participação de adultos entre 19 a 59 anos (8%), mas ganha força entre os de 59 a 79 anos (9%), vale mencionar que o o último grupo são em destaque professores da educação superior.

 

A gerente de estudos ambientais da ipe, Kássia Castro, explica: “O projeto apresenta uma primeira perspectiva sobre os empregos verdes no Distrito Federal. Preenche uma lacuna de informações e fornece subsídios a políticas públicas que proporcionem um dinamismo econômico aliado a um meio ambiente saudável promovendo a preservação de seus recursos naturais”.

 

Acesse aqui:

Relatório Final

Sumário Executivo

Apresentação

Link para apresentação

 

Reportagem: Kaszenlem Rocha, supervisão de Ary Filgueira – Ascom/ipe

Foto:  Lúcio Bernardo, Agência Brasília

 

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