Governo do Distrito Federal
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13/12/22 às 11h35 - Atualizado em 31/01/23 às 19h54

Jovens, mulheres e negros foram os mais atingidos pelo desemprego nos últimos trinta anos

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Em comemoração aos trinta anos da Pesquisa de Emprego e Desemprego do Distrito Federal (PED-DF), o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apresentaram, na manhã desta terça-feira (13), o sumário executivo do estudo “30 anos de PED-DF: uma análise da atividade e do rendimento do mercado de trabalho do Distrito Federal”, com um balanço dos resultados do período e o que mudou no mercado de trabalho do DF nas últimas três décadas.

 

Entre 1992 e 2021, a atividade laboral remunerada na capital dobrou, envelheceu e enegreceu. Neste período de trinta anos, a taxa de desemprego total acabou por ficar ligeiramente maior do que iniciou, mostrando-se mais elevada entre os jovens, a população negra e as mulheres. A proporção de mulheres e negros na composição da População Economicamente Ativa (PEA) aumentou, com destaque para os negros, que passaram de 40% para 64% no período.

 

Mulheres, jovens e a população negra

 

Desmembrando esses agrupamentos, a taxa de desemprego total para as mulheres era de 18% no primeiro ano da análise e passou para 19,9% no último ano, ao mesmo tempo que para os homens foi de 13,8% para 14,8%. Em relação ao desemprego oculto, entre as mulheres é mais presente aquele pelo desalento. No período, a taxa média de desemprego oculto por desalento foi de 3,2% para mulheres e 1,5% para homens.

 

Para os jovens, essa taxa foi de 27,8%. Em meio à crise econômica, o subperíodo de 2015 a 2021 atingiu em média 32,8% dos jovens economicamente ativos, se tornando a mais desfavorável para eles. Já o subperíodo 2011-2014 foi o menos desfavorável, com 21,5%. A parcela entre 15 e 24 anos, que reúne os adolescentes e jovens-jovens, registrou taxa de desemprego média quase duas vezes maior que a parcela dos jovens-adultos (25-29 anos), ao longo de todo o período.

 

A população negra obteve, em 1992, uma taxa total de desemprego 4,1 pontos percentuais maior que a dos não negros (18,9% e 13,7%). Em 2021, a taxa avançou para 19,7% (negros) e 14,8% (não negros). Em alguns momentos da série, o número de desempregados negros foi superior a 20% (1997-2004 e 2017-2020), algo nunca observado com os não negros. A taxa de desemprego oculto também é maior entre os negros em comparação com os não negros, média de 5,9% e 4,2%, respectivamente.

 

População em Idade Ativa

 

Na População em Idade Ativa (PIA), composta por pessoas com 14 anos ou mais, o comportamento não foi diferente. A PIA elevou-se em aproximadamente 125% nesses anos. Em números absolutos, passou de 1,1 milhão para 2,5 milhões de pessoas, ou seja, uma taxa anual de crescimento de 2,73%. O envelhecimento desse agrupamento também foi significativo. Em 1992, 47% dessas pessoas estavam na faixa de jovens entre 15 e 29 anos, proporção essa que declinou para 28,1% em 2021. Por outro lado, as faixas de 30 a 59 anos e acima de 60 anos, tiveram sua presença ampliada, subindo de 43,6% para 52,5% e de 6,2% para 17,8%, respectivamente.

 

O ocupado no setor público

 

No decorrer dos trinta anos, o setor perdeu espaço para o trabalho autônomo e o assalariamento privado. Em 1992, os assalariados do setor público representavam cerca de 30% da população ocupada, percentual superior aos 22% de 2021. Analisando o mesmo período para o setor privado, o assalariamento foi de 34% para 47,5%, enquanto os autônomos apresentaram menor expansão (14,9% para 16,9). Já o trabalho doméstico, teve sua representatividade reduzida em mais de 50% em relação ao total de ocupações entre 1992 (11,7%) e 2021 (5,2%).

 

Assista a apresentação do balanço de 30 anos da PED-DF

 

Acesse o sumário executivo na íntegra

 

 

Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

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